quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Caminho que se segue

Caminho que se segue

Wellington Trotta
Quando criança pensava em ser soldado, via na guerra,
na luta, a presença da força a serviço do tudo.
Jovem, prometi ser filósofo, sonhava com transformações,
mudanças em esperanças a partir de ideais.
No caminho que sigo, na maturidade, torno-me poeta,
acredito no poder da harmonia em cada verso que fale,
que reflita carícias e gozos arrebatadores.

Na pretensão de ser poeta nasceu um outro ser,
Que pensa e guerreia contra forças do destino,
contra o tempo que tira da vida o sentido de esperança
através da presença da realidade.
Realidade que corrói as estruturas pelas quais somos,
e pelas quais vivemos e morremos no quotidiano,
no interior de nós mesmos.

Alcançando a velhice, lembrando do tempo,
terei recordações tristes, alegres, selvagens,
idealistas, quietas, sinceras, boas.
Só que algumas insistentemente presentes e profundas,
ao mesmo instante que devoradoras, necessitantes
de uma permanência dentro da vida eterna,
assim como você.


2 comentários:

Anônimo disse...

Que texto lindo!
Profundo, reflexivo e poético.
Parabéns.

Fernanda Demier

Trotta disse...

Obrigado querida anônima, rs.
Trotta.