terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Sem pretensões que não sejam líricas.

Sem pretensões que não sejam líricas.
Wellington Trotta
Intelligentìa compreende “entendimento”,
Significa olhar para lugares esperançosos
Onde as palavras soam melodia inescusável
Como o dedilhar das ondas do mar.
Por isso ela é fascinante, perigosa e amarga
Como todo chocolate perfumado pelo sabor
Doce, sorvido lentamente temendo o fim.
Intelligentìa é a beleza da alma condoreira
Desprezante sobre tudo aquilo que rasteja!
Seu vôo não conhece os infinito e eterno
Porque neles se confunde por ser a estética
Do amor vivente em cada fragrância
Exalante de tudo que vive livremente.
Intelligentìa é o olhar poético do sonhador
Das madrugadas ávido por inspiração
Escondida em cada sorriso das musas
Dançantes nos bailes delirantes da vida.
Sou fascinado, sou escravo da intelligentìa!
Talvez isso mo aproxime da distância
Que separa nossas poesias.
A sua expressa o sorriso agudo e ilativo
Cuja natureza a tem como senhora,
Ao passo que a minha é apenas transpiração
Irritante sem a inspiração mítica
Dos deuses velados pelo seu leve sorriso.

2 comentários:

Lara Amaral disse...

Se esta poesia não é regida pelos deuses, há de se encontrar ainda esse mistério que te eleva ao topo, poeta.

Vi que vc havia deixado este poema numa foto do meu orkut, mas não coube tudo e ficou cortado. Ainda bem que o publicou aqui para que eu terminasse de ler.

Vc é demais!
Beijo.

Trotta disse...

O que direi de vc, então?
bj.